Ainda decorria o mundial de futebol deste ano de 2010 e já estava a ser apresentado o logótipo que podem ver em cima. Este logo foi projectado pelo estúdio de design brasileiro África, denominação oportuna visto que a apresentação decorreu precisamente em África e contou com o próprio presidente do Brasil Lula da Silva que disse que, o logótipo representa «o talento dos brasileiros, o seu trabalho duro e as cores do país». O logótipo apresenta-nos uma versão da própria taça do evento que é esculturalmente um globo terrestre suportado por várias figuras humanas, no caso deste logo as figuras humanas e o próprio globo foram transformados em mãos e antebraços que configuram a silhueta da taça e marcam claramente este paralelismo entre o objecto físico e a imagem gráfica do logotipo, o estúdio África foi buscar inspiração a uma fotografia em que três mãos tocavam a taça aquando de uma vitória do Brasil no mundial.
O cromatismo da composição vai buscar os seus tons à bandeira brasileira exceptuando o 2014 em vermelho, pormenor este que criou uma pequena polémica "per si". Vemos neste logótipo uma clara tentativa de representação não só do evento mas também do próprio país feito duma mistura de pessoas de todas as cores e raças, um povo descontraído e sorridente que nutre uma forte e enraizada paixão pelo futebol.
Conclusão, embora o logótipo não seja particularmente inspirado ou inspirador pelas falhas que já apontamos ele não deixa de se adequar bem ao evento que representa, um evento que move o mundo inteiro em torno de um desporto de massas cuja exigência gráfica não será juiz da decepção, acreditamos que talvez durante este interregno de 4 anos se possa melhorar um pouco o logótipo e que em 2014 ele estará mais interiorizado e mais consensual entre a crítica cibernética na qual nos incluímos.
Podem ver em baixo um vídeo com uma breve explicação da ideia feita por várias personalidades da cultura brasileira nomeadamente, o mestre arquitecto Oscar Niemeyer, o escritor Paulo Coelho e a modelo Gisele Bündchen.
O portal aeiou mudou recentemente de imagem, apresentando-se agora com um logótipo novo.
Este novo logo substitui o antigo criado num concurso dirigido a profissionais, estudantes ou interessados em áreas artísticas. O vencedor foi Pedro Andrade Teixeira que usando a tipografia Y2K Neophyte http://www.dafont.com/y2k-neophyte.font?text=aeiou criou um logótipo simples e bem aplicado com um pormenor que fazia a diferença, o "a" transformava-se por meio de uma inversão com eixo vertical num balão de fala aplicado no fim do título. Este logótipo apresentou o mote “O aeiou tem muito para dizer”. (podemos ver a versão anterior em baixo)
O novo design é bastante simples e funcional é um avanço lógico do logótipo anterior,
a cor torna-se mais evidente e o tom de azul é modificado.
Agora foi a vez da Wikipédia mudar o aspecto do seu logótipo embora de uma forma muito humilde à imagem do que sucedeu com a Google. Como podemos ver na imagem em cima houve de facto um melhoramento no aspecto do logo mas não foi de todo significativo. Houve um bom trabalho de "profissionalização" do logo, ou seja, o designer encarregue da tarefa pegou na imagem anterior e deu-lhe um aspecto mais profissional e rigoroso.
Philip Metschan foi o homem incumbido para operar esta tarefa e dentro do possível fez um trabalho competente, a base com que tinha que trabalhar não é um logo particularmente forte mas tem um peso descomunal no mundo da Internet. Mais uma vez houve medo de fazer uma mudança radical pela parte da marca. O logótipo da Wikipédia é um globo construído a partir de peças de puzzle cada uma com o seu carácter de inúmeras línguas de todo o globo, transmitindo verdadeiramente uma imagem coerente com a realidade do portal: Conhecimento construído pelos utilizadores, agentes da globalização pela partilha de informação. As mudanças prendem-se com a eliminação do aspecto volumétrico das peças de puzzle, da adequação dos caracteres dentro de cada peça e pelo desaparecimento do subtítulo em itálico passando a ser "roman", isto é, de eixo alinhado verticalmente.
Philip Metschan construiu o globo em 3d dando-lhe um maior valor conceptual visto que em vez de uma simulação de volume este torna-se na verdade uma imagem de um volume que tem outras faces que não estão visíveis, podemos constatar isto nas imagens sobranceiras. O globo não tem só uma vista mas sim todas as vistas possíveis.
Aqui podemos ver uma maqueta real do globo e o encaixe das peças do puzzle.
Nesta imagem vemos a tabela de caracteres que dá origem à esfera da Wikipédia . Houve um trabalho muito capaz no aprofundamento da ideia por trás do logo da Wikipédia, um símbolo de construção faseada do conhecimento acessível a todos e construído por todos, o designer soube apesar de tudo elaborar uma história em torno do logo e dar-lhe o volume que ele já tinha em teoria.
Agora a Wikipédia conta com um símbolo com um grande nível de bagagem conceptual, o trabalho que aparentemente é superficial de facto é muito mais profundo.
Ficam aqui algumas ligações que contêm mais info sobre este trabalho:
http://en.wikipedia.org/wiki/Wikipedia:Wikipedia_logos
http://blog.wikimedia.org/2010/wikipedia-in-3d/
http://commons.wikimedia.org/wiki/Wikipedia/2.0
http://wikimediafoundation.org/wiki/Wikimedia_official_marks/Word_mark_creation
No dia 23 de Março, foi dado a conhecer ao público o aparecimento da holding Grupo Boticário. Este grupo visa ser a face institucional da conhecida marca de cosméticos O Boticário que continuará a funcionar com a sua actual imagem gráfica que podemos ver em baixo.
O Boticário começou por ser uma pequena farmácia que abriu em 1977 na cidade de Curitiba no Paraná, Brasil. Como é do conhecimento geral actualmente esta marca é uma poderosa empresa que produz e exporta para todo mundo todo tipo de cosméticos. Só no Brasil existem 2500 lojas e cerca de 70 outras em 15 cidades espalhadas pelo mundo inclusivamente em Portugal. O Grupo Boticário nasce de uma necessidade de dar uma face a uma empresa em constante crescimento perante o público consumidor.
O logótipo projectado para o Grupo Boticário é da autoria da Future Brands Brazil e conta com uma imagem muito forte que aposta na profusão de cor, transparências e sobreposições, linhas curvas e uma ideia geométrica forte por trás da imagem resultante. O Brasil é um país único e com forte personalidade no mundo, conhecido pela exuberância de cores e de formas, pela diversidade do seu povo, pela arquitectura ondulante de Oscar Niemeyer, pelo grandioso carnaval, pela música quente e animada etc , não nos espanta que a Future Brands queira sintetizar essas realidades todas num logótipo tal como o próprio logo do turismo brasileiro em baixo.
O logótipo do Grupo boticário vai buscar muito desta imagem colorida que vemos em cima, mas leva este tipo de imagem a um nível superior onde encontramos uma referência à regra de ouro da geometria da espiral.
Há uma tentativa de racionalizar e teorizar o porquê desta forma onde podemos ver um “b” um “G” e também um “o” a diferença de estilo para a imagem corporativa de ” O Boticário” é abismal em dinamismo e em qualidade, sendo que esta última é formada por um título na tipografia Rotis de Otl Aicher e com uma distorção horizontal o que retira imenso valor ao logótipo uma vez que distorce um tipo de letra cujas proporções horizontais e verticais foram cuidadosamente pensadas pelo autor.
A tipografia do novo logótipo é muito leve graficamente e todo em minúsculas. O título é claro, simples e demonstra actualidade embora tenha um pormenor no “g” que perturba um pouco a leitura gráfica da imagem, a interrupção da sua forma inferior. Pelo contrário a ligação do acento do “á” em “boticário” ficou muito bem resolvido e dá personalidade e espontaneidade ao título. A espiral do símbolo remete ao movimento contínuo em direcção ao futuro as suas cores diversas e exuberantes representam a pluralidade do grupo e a transparência denota a o modelo de gestão da instituição.
De forma geral o logótipo está muito bem conseguido, representa não só uma empresa como também um país e a sua alma. falha um pouco no título que devido à personalidade extrovertida do símbolo que a acompanha deveria ser mais linear e sóbria. Apareceu no panorama global um símbolo poderoso e que deve ter em atenção o limite antes de se tornar exagerado como quando o vemos renderizado em 3d nas imagens em baixo. Agora resta-nos esperar que “O Boticário” renove a sua imagem e se torne mais consentâneo com a qualidade que vemos no Grupo.
Versão em escala de cinzas.
Versão a uma cor.
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Exemplo da aplicação da colorida linguagem corporativa.
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Imagens relativas ao estacionário.
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Logo versão 3d, perde um pouco o valor devido ao exagero nesta versão.
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A visita do Papa Bento XVI a Portugal é um evento deveras notório e notável para o nosso país, um evento deste calibre exige um trabalho de construção de uma identidade capaz de representar quer o Papa e a instituição que ele simboliza quer o talento e criatividade portugueses.
O logótipo construído para este evento esteve a cargo de Xavier Nunes experiente designer que nos explica que procurou acima de tudo simplicidade, sobriedade e positividade. O logótipo dá atenção em primeiro lugar ao nome do Papa “Bento XVI” em segundo lugar o título “Papa” e por fim o local e data da visita “Portugal 2010″, para completar a composição existe uma cruz grega na parte superior. Estes elementos tipográficos estão dispostos de maneira a formar uma cruz, ou o “sinal da bênção” usando as palavras do próprio designer, uma solução que apesar de óbvia nos parece muito bem conseguida uma vez que a cruz tem alguma complexidade e dinâmica não tendo a geometria “correcta” da cruz latina, isto é um dos braços laterais é maior que o outro. A tipografia utilizada na construção do logótipo é a “Prelo” do designer português Dino dos Santos um tipo de letra sóbrio, legível, contemporâneo e com uma grande variedade de espessuras o que lhe dá uma polivalência importante num trabalho desta natureza.
Esta versão insere o logo original numa forma ovaloíde de cor dourada que nos parece ter ido buscar o contorno do “O”, a cruz grega que pontua o topo da composição sobe até à borda do fundo. Nesta versão encontramos um pormenor que nos deixa um pouco reticentes, a cruz no local onde foi colocada dá uma ligeira impressão de ter o braço do topo um pouco mais comprido e por isso configura uma cruz invertida, claro que isto é um pormenor que ninguém vai considerar e que só notamos aquando uma análise mais profunda como a que estamos a elaborar com este texto.
Concluindo, consideramos este trabalho muito bem conseguido, houve uma ideia forte que configurou o logótipo e que tem toda a legitimidade, foi escolhida uma tipografia que além de ter muito potencial para o caso ganha mais valor por ser de um designer português, as cores são bem escolhidas tendo em conta a natureza do evento e acabamos por referir que é um prazer ver trabalhos deste calibre a representar eventos cuja notabilidade é inquestionável mesmo sendo Portugal um país laico.
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Podem ver o manual de normas da identidade nesta ligação:
http://www.bentoxviportugal.pt/pdf/BentoXVI_NormaGrafica.pdf
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E uma curta entrevista a Xavier Nunes aqui:
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“Descubra as diferenças”, a Google mudou! Recentemente repararam seguramente nas vossas buscas diárias que a página de busca mais utilizada globalmente mudou de layout e com essa mudança houve um tímido restyle no logo. A nova versão do logótipo difere da anterior por ter um efeito de “drop shadow” (sombra) mais aproximado das letras e por haver uma simulação de volume menor nas mesmas. Outra modificação superficial é a tonalidade mais laranja do segundo “o”. Como a mudança é irrisória e não há muito a dizer vamos falar um pouco da história dos logótipos que representaram a Google ao longo do tempo.
O primeiro logo da Google foi desenhado em 1997 por Sergey Brin que com Larry Page foi um dos criadores do motor de busca, usando o programa Gimp este desenhou o colorido princípio da marca que seria conhecida em todo mundo.
Esta primeira versão contava já com os artifícios que simulam volume nas letras e o aparente pairar do título sobre a superfície de fundo, a marca começou por ter um ponto de exclamação a fazer lembrar a Yahoo que posteriormente foi abandonado quando a Google começou a ter poder no mundo da internet e renovou o seu logo com a designer brasileira Ruth Kedar usando a tipografia Catull e mantendo o aspecto geral do grafismo.
O logótipo começou por ser um trabalho amador, trabalho este que devido à ascensão da marca ficou intimamente conotado com o mundo cibernético e pensamos que seja por isso que as novas versões do logo se mantenham com uma aspecto um pouco amador. Notamos nitidamente nas novas versões do logótipo que há um receio em modificar verdadeiramente a identidade da marca mantendo sempre a mesma paleta exagerada de cor e estilo de letra serifada. É verdade que a Google não precisa de melhor para se afirmar perante o público mas com a força que tem no panorama mundial poderia apostar num corte mais decisivo e original sublinhando a sua quase hegemonia no contexto no qual trabalha.
Curiosamente o logótipo da Google assume inúmeras formas marcando acontecimentos e datas especiais por todo mundo nos chamados Google Doodles como podemos ver no exemplo em baixo, estas versões são normalmente desenvolvidas por Dennis Hwang:
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É sempre com grande agrado que vemos portugueses a ganhar concursos internacionais, é um claro sinal de que Portugal e o seu design tem potencial e merece um lugar de destaque.
João Borges profícuo e dinâmico designer português conquistou o primeiro lugar num concurso de design gráfico ligado às Nações Unidas, em segundo lugar ficou Oleg Macujev um designer russo (imagem em baixo).
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A temática para a criação do logo era o urbanismo sustentável e a sua aplicação no panorama da actualidade, o evento é denominado por World Urban Campaign.
O designer português apresentou uma proposta original onde um conjunto de formas baseadas no quadrado que fazem lembrar folhas formam um círculo a fazer lembrar o conjunto de quarteirões que formam os bairros e as cidades.
A ideia e o grafismo têm muito potencial mas na nossa opinião o resultado final apresenta alguns aspectos que falham, nomeadamente na maneira descomprometida e aparentemente sem critério como o título se relaciona com o símbolo e também a maneira irregular e aleatória com que os elementos que formam o circulo estão colocados.
Queremos ressalvar que apesar das nossas críticas pontuais aos pormenores supracitados apreciamos muito o facto de um designer português ter sido destacado entre os demais e ter ganho este concurso cujo prestigio é inquestionável.
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A Hertz companhia que remonta ao ano 1918 recentemente mudou o seu logótipo, este era um símbolo com muita força, talvez devido á simulação de 3d feita recorrendo à extrusão do título em cor preta. Este grafismo não é muito comum mas em combinação com o contraste preto/amarelo conseguiu um efeito marcante e original. Do novo logo podemos adiantar que é uma evolução natural, o tipo de letra torna-se mais consentâneo com a actualidade, formas mais arredondadas e uma geometria mais apurada. O logótipo torna-se um título a negro sobre fundo amarelo, a identidade é mantida pela manutenção do uso das cores enquanto que a utilização de volume nas letras perde-se nesta actualização.
É um trabalho bem conseguido sem dúvida mas a volumetria tão sui generis da Hertz vai deixar um pouco de saudade, talvez se pudesse ter mantido nesta nova fase da imagem da empresa.
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